Um encontro sobre o que o Sínodo pede às dioceses e paróquias: que seus espaços de participação existam, se reúnam e decidam juntos.
O Conselho Pastoral e a Assembleia Pastoral são os espaços onde uma diocese ou uma paróquia se senta para olhar sua realidade e decidir seu caminho. Ali se ouve aqueles que sustentam a vida cotidiana da comunidade e dali saem decisões que depois todos assumem.
Por isso o Documento Final do Sínodo (DF 103-106) os estabeleceu como obrigatórios e pediu renovar seu modo de operar. O sexto encontro dos Itinerários de Implementação do Sínodo, na sexta-feira, 21 de agosto, às 18:00 (horário da Colômbia), traduz esse pedido em critérios concretos: como se conformam, com que frequência se reúnem, o que entra em sua agenda e como participa deles a autoridade eclesiástica.
Da norma escrita à prática cotidiana
Dos critérios de conformação depende que um conselho represente efetivamente todo o Povo de Deus e não apenas aqueles que já estão próximos. Da periodicidade depende que o trabalho tenha continuidade e não dependa da conjuntura.
Outro dos pontos é o modo sinodal em que a autoridade eclesiástica participa nesses espaços. Não se trata de criar novas estruturas, mas de que as que já existem funcionem e sustentem decisões compartilhadas.
Como assegurar a participação equitativa de mulheres e homens nesses organismos?
Entre as tarefas que o Documento Final aponta está a de explicitar os critérios que tornam equitativa a participação de mulheres e homens na composição desses organismos.
Em boa parte das comunidades, as mulheres já sustentam a vida pastoral cotidiana; o passo pendente é que essa presença seja registrada em critérios de conformação, se expresse em voz efetiva sobre a agenda e tenha continuidade além de quem preside.
Em boa parte das comunidades, as mulheres já sustentam a vida pastoral cotidiana; o passo pendente é que essa presença seja registrada em critérios de conformação, se expresse em voz efetiva sobre a agenda e tenha continuidade além de quem preside.
O encontro busca passar de práticas dispersas a orientações que cada diocese possa adotar e adaptar.
Quem acompanha o encontro?
As exposições estarão a cargo de Rafael Luciani, diretor do Centro Teológico do Celam e membro da Comissão Teológica do Sínodo dos Bispos sobre a sinodalidade, e de Anarelys Ugas, que acompanhou a reforma em chave sinodal da diocese de La Guaira, estruturada em uma rede de conselhos pastorais zonais, paroquiais e diocesano.
Além disso, contaremos com as experiências pastorais de Serena Noceti e Pedro Brassesco. Noceti é teóloga italiana, doutora em Teologia Dogmática e professora titular em Florença; Brassesco, sacerdote argentino e comunicador, participou da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo desde seu serviço no CELAM.
Detalhes do evento
Tema: A obrigatoriedade, nas Dioceses e Paróquias, dos organismos de participação, como o Conselho Pastoral e a Assembleia Pastoral, e a renovação de seu funcionamento em chave sinodal (DF 103-106).
Data: sexta-feira, 21 de agosto, 18:00 (horário da Colômbia)
Expositores: Rafael Luciani e Anarelys Ugas
Experiências pastorais: Serena Noceti e Pedro Brassesco
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