A narrativa hegemônica da supremacia e da naturalidade de que uns podem sofrer e que outras têm direitos naturais, essa ideia colonial está vivo entre nós. Quando veja um morador de rua aqui em São Paulo, ultimamente eu tenho feito um exercício consciente para dizer-me – esse é meu irmão. Se não, essa pessoa, aparentemente tão distante de mim, não tem nada a ver comigo. Assim, se a separatividade é comum entre pessoas humanas, imagino em relação ao ambiente que nos cerca. Fruto do colonialismo que desclassifica alguns e eleva outros e mantem vivo a ideia de usar, usurpar a terra e não nos relacionar com ela como os povos "primitivos" o fazem.
A dúvida é como levar a sério e na prática que tudo está interconectado. E quando cantamos - tudo está interligado como se fossemos um - , estamos colocando em condicional – como se. Esse canto tão aclamado, infelizmente não afirma que somos um !. Mas a verdade é que - Ou nos salvamos enquanto planeta ou não nos salvamos. !
Outra reflexão que é mais uma dúvida.: O pecado ecológico é a
autoafirmação do humano que não respeito a vida e violena a esfera da natureza.
Hoje vemos tantos cuidados com gatos e cachorros. Hospital, creche e psicólogo
para os pets. Veja também religiosos nessa causa. Pergunto-me, essa extensão do
mercado capitalista para os pets é justificável em nome do cuidado da
criação?